Guerra
Clima de tensão tomou conta da população desde o início dos ataques
Os ataques da Rússia à Ucrânia que ocorreram no dia de hoje, deixaram uma parte parecida com um cenário de filme de guerra. A população, com medo de novos ataques, procura se proteger ou fugir do país para sobreviver.
Morando há dois anos na capital, Kiev, o sul-mato-grossense Ross Kasakoff contou ao G1 um pouco sobre os momentos de tensão que presenciou durante os ataques. "Eu, como a maioria dos ucranianos, não acreditava numa invasão. Nós chegamos a tratar como piada para deixar o dia a dia mais tranquilo, mais tolerável. Não acreditava na invasão, mas hoje acordei com barulho de sirenes", disse Ross ao G1.
Ross é natural de Campo Grande e mudou-se para Ucrânia para trabalhar em uma empresa de barrigas de aluguel, atuando diretamente com brasileiros. Ross conta que percebeu a gravidade da situação quando percebeu que havia acontecido o primeiro ataque, que fez o clima de tensão se espalhar rapidamente entre os moradores da região. "Vi pelo celular que a Rússia tinha invadido a Ucrânia. Recebi inúmeras mensagens, isso fez minha percepção mudar, foi a partir deste momento. A cidade também estava desacreditada, mas hoje começamos a entrar em um estado de atenção. Não é pânico, mas sim atenção", Contou.
O campo-grandense Ross mora há 2 anos na Ucrânia (Foto: G1)A situação emergencial fez os ucranianos tomarem atitudes desesperadas, como comprar uma grande quantidade de mantimentos nos supermercados para estocar. “Passei no mercado e os pães foram todos comprados e também uma grande quantidade de álcool, bebidas alcoólicas mesmo. As pessoas compraram bebida e fizeram fila nos postos de combustíveis para poderem abastecer e sair da cidade”, relembrou ao G1.
De acordo com informação da embaixada brasileira na Ucrânia, atualmente, 500 brasileiros moram no país. Ross disse que tentou entrar em contato com a embaixada, porém, sem sucesso. “A última instrução que recebemos da embaixada é de que quem for brasileiro pode sair de Kiev e deve ir rumo ao oeste. Para aqueles que não conseguirem, devem buscar um lugar seguro. Eles não disseram se devemos ir até à embaixada, até mesmo porque não teria o que fazer no local”.
Os ataques aconteceram na madrugada desta quinta-feira (24) após uma série de ameaças feitas por parte da Rússia, em vários pontos do país, como uma área perto de Chernobyl.
Ucrânia foi atacada nesta madrugada (Foto:EPA)A equipe do jornal O Pantaneiro tentou contato com Ross, porém, sem sucesso até o fechamento desta matéria.
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