Capitólio
Investigações concluíram que não há culpados no acidente no Lago de Furnas
O desabamento ocorrido no Lago de Furnas, em Capitólio, que aconteceu no dia 08 de janeiro, matou dez pessoas. Nas imagens chocantes, feitas por pessoas que estavam no local, é possível ver a queda da rocha, de mais de 900 toneladas, em cima dos barcos que estavam próximos.
Desde o acontecimento, a Polícia Civil de Minas Gerais tem feito uma série de investigações para saber o que teria ocasionado a queda da pedra e se alguma ação humana teria contribuído com o acidente.
No inquérito divulgado ontem (05), a polícia classificou o acidente como “evento natural” e sem “nenhuma ação humana específica que tenha provocado a queda da rocha”. A polícia pediu o arquivamento do caso.
Turistas registraram momento da queda (Foto: G1)Segundo informações do delegado Marcos Pimenta, ao Jornal Midiamax, foi investigada possíveis irregularidades que poderiam ter alguma ligação com o desabamento. “Averiguamos eventuais irregularidades que pudessem culminar para o ocorrido, mas essas irregularidades não estão conexas com o tombamento da rocha. Se houvesse a existência de responsáveis pelas dez mortes eles seriam devidamente punidos”, informou o delegado.
Otávio Guerra, que é perito e geólogo da Polícia Civil, explicou que o desabamento pode ter ocorrido por um processo natural de remodelamento na região. "Desse modo, ocorreu o deslocamento da base e o bloco se moveu. Tanto a rachadura quanto a queda da rocha são eventos naturais. Existem dezenas de outros blocos na região com risco. Por isso, é necessário urgentemente o mapeamento das áreas de risco da localidade", informou.
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