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Aventura

Raquel Stein viaja o Brasil de moto em busca de projetos sociais

Em mais de 80 dias de viagem, ela já pilotou por mais de 14 mil km

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Crédito do vídeo: Bruno Vinicius de Oliveira

Cruzar o Brasil de moto, conhecendo histórias e projetos sociais. Esse era o desejo de Raquel Stein, uma publicitária paulistana de 32 anos, que sempre foi apaixonada por motociclismo e decidiu unir o amor pelas motos com o desejo de conhecer e ajudar causas sociais.

Dona de um espírito aventureiro, Raquel decidiu viajar pelo país Dona de um espírito aventureiro, Raquel decidiu viajar pelo país (Arquivo pessoal)

Raquel decidiu colocar o plano de realizar o sonho de viajar pelo Brasil em prática em dezembro de 2021, quando sua vida teve uma reviravolta e seu contrato de trabalho com o Facebook se encerrou e, na mesma época, também terminou seu relacionamento. 

Em passagem por Piraputanga, Raquel conversou com a equipe do jornal O Pantaneiro e contou sobre como seu projeto começou. “Quando falo de ponto de partida, as pessoas não entendem o tanto que já fiz. Saí de São Paulo, capital, e subi pelo Nordeste todo, fui para o Pará, Amazonas, Acre, desci Rondônia e vim para o Mato Grosso do Sul”, relembrou a motociclista.

Veja entrevista completa ao O Pantaneiro:

Raquel conta que sempre teve o desejo de conhecer os projetos sociais ao redor do Brasil e vai mapeando quais deseja conhecer durante sua jornada. “Não sou uma empreendedora social, mas queria conhecer os empreendedores sociais ao redor do Brasil. Por isso, desde quando saí, vou mapeando os projetos sociais ao redor dos locais. Já conheci 15 e visito com o objetivo de conhecer as pessoas, de ser recebida na casa das pessoas, do jeito mais simples, que é o jeito que gosto. O objetivo de conhecer esses projetos sociais é renovar a minha esperança nas pessoas e encontrar o propósito nesta terra e consegui”, contou Raquel.

Raquel esteve no jornal O Pantaneiro e contou sobre sua jornadaRaquel esteve no jornal O Pantaneiro e contou sobre sua jornada (O Pantaneiro)

Durante a expedição, Raquel conheceu o Centro Huwã Karu Yuxibu, fundado em agosto de 2015 pelo cacique e líder espiritual Mapu Huni KuÎ, que atende famílias indígenas em situação de vulnerabilidade em Rio Branco, capital do Acre.

Raquel também conheceu o projeto social Playninhos, que desde 2015, utiliza o kitesurf para proporcionar a inclusão social de crianças e jovens da praia do Preá, em Cruz (CE).

Durante a entrevista, Raquel contou que recebeu ajuda de 2 apoiadores com os custos da viagem, sendo um deles a Royal Enfield, que viabilizou a moto modelo Himalayan 2021, de 411 cilindradas, para a viagem, que Raquel chama, carinhosamente, de Wanda. Além disso, ela conta que, geralmente, não paga estadia, pois fica na casa de pessoas que conhece ao longo do caminho. 

Raquel também conta que está encantada pelas belezas naturais do Mato Grosso do Sul desde quando chegou ao Estado e que sempre teve o sonho de conhecer Bonito. “Quando sai para viajar, tracei a rota que iria fazer e sempre quis conhecer Bonito. Quando eu estava no início do Nordeste, conheci uma pessoa de Campo Grande que sempre vinha a Bonito. Quando cheguei aqui na capital, lembrei do que ele me contou sobre e decidi conhecer. Que lugar espetacular. Vale muito a pena passar por aqui. Está sendo um carinho na alma toda essa experiência desses dias aqui”, contou. 

Raquel conta que essa experiência mudou sua vida e que as experiências vividas possuem um valor incalculável para ela.“Nada paga a experiência que tive. Não tem preço tudo que aprendi. Os tipos de animais que existem, os tipos de frutas. Saber qual a real história de boto, cruzar com animais na estrada, araras de várias cores. Isso nada vai pagar”, relembrou.

Raquel se diz encantada pelas belezas naturais de nosso EstadoRaquel está encantada pelas belezas naturais de nosso Estado (Arquivo pessoal)

Para finalizar, Raquel deixou uma mensagem para quem deseja ter a mesma experiência.“O que mais me marcou e me marca até hoje são as mudanças de fauna, flora, cultura, sotaque. Cada fronteira que cruzo, me emociono pois penso que cruzei mais um Estado. Sobre fragilidade, eu não sou de ferro, eu choro, eu me emociono, sinto dor e raiva. Muitas mulheres têm medo de fazer essa rota porque ouvimos desde sempre que precisamos de um homem nos ajudando quando o assunto é força e coragem. Nossa força é interna e muitas mulheres têm medo de mostrar essa força. Essa é minha mensagem: mulheres, tenham coragem de fazer o novo e romper barreiras.” finalizou.

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