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Evento da Sead amplia debate sobre tráfico de pessoas e direitos humanos

O evento trouxe questões relevantes sobre o assunto

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O encontro “Dialogando sobre o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Contexto de Direitos Humanos” reuniu o movimento acadêmico, Ministério Público, Defensoria Pública e representantes das forças de segurança do Estado, em um total de mais de uma centena de pessoas, em um amplo debate sobre direitos humanos. A live completa do evento pode ser revista na página da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) no Facebook.

Para o secretário-executivo de Direitos Humanos da Sead, Ben-Hur Ferreira, representando a titular da pasta, Patrícia Cozzolino, o debate deve ser permanente, pois a sociedade precisa pensar como prevenir o tráfico de pessoas e como enfrentar essa situação.

Ben-Hur também destacou a participação da segurança pública na temática envolvendo os direitos humanos. “Esse é um momento muito importante de diálogo, principalmente com as forças de segurança pública. Durante muito tempo estivemos apartados, e muitos cultivaram a ideia de que os direitos humanos atrapalhavam a segurança pública, só se preocupando com uma parte e deixando de lado o policial, a família do policial. Felizmente os lados envolvidos nessa história cada vez dialogam mais”, pontuou.

O secretário também revelou parceria com a Polícia Civil na capacitação com policiais sobre o racismo, em módulo de 40 horas, com a possibilidade de extensão para outras corporações.

A adesão à Campanha Coração Azul é alusiva ao “Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas”. A iniciativa consiste em conscientizar e encorajar os servidores e sociedade civil sobre a luta contra o tráfico de pessoas.

Para a promotora do Ministério Público Ludmila de Paula Castro Silva, uma das palestrantes do evento, esse é um tema que por muito tempo ficou invisível. “Passando de uma fronteira para outra, de Corumbá para Ponta Porã, me chamou atenção esse fenômeno do tráfico de pessoas. Nessas movimentações migratórias, a gente convive também com a passagem de drogas e também junto, as pessoas, e aí a criminalidade achou um caminho”, destacou em um trecho de sua fala.

O evento trouxe ainda como palestrantes, Carlos Delano de Souza, Thaísa Raquel Medeiros Albuquerque e a professora doutora Marinete Rodrigues, abordando as questões relevantes sobre o assunto.

Na mesa de abertura do evento, realizado no auditório do Imasul, na Capital, Estela Scandola, coordenadora da pesquisa nacional sobre o tráfico de mulheres, crianças e adolescentes, e Niura Montalvão, da coordenação da Pastoral do Migrante de Campo Grande.

A abertura do evento foi realizada pela Orquestra Kikio, que é um dos vários projetos desenvolvidos pela organização Obras Sociais Francisco Thiesen.

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