Política
Foram inúteis os apelos do líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), para convencer os cinco candidatos do partido à presidência da Casa a tentarem um acordo para ao menos afunilar a disputa em dois nomes. "Eu vou disputar dentro do PMDB.
Com 25 anos de Senado, é um direito que tenho", reagiu Pedro Simon (PMDB-RS), alegando que não tinha outra saída diante do abaixo-assinado de 34 senadores de vários partidos em apoio à sua candidatura.
"Terão de me rejeitar e dizer que não me querem. Meu nome estará à disposição da bancada", insistiu Simon, destacando, no entanto, que não se apresentará como candidato avulso no plenário, a despeito dos apelos de petistas e adversários do Planalto. Diante deste cenário, o líder Raupp comunicou oficialmente ao plenário que as cinco candidaturas estavam mantidas. Porém, ele afirmou que ainda tentaria fechar a disputa em no máximo dois nomes.
A lista dos cinco candidatos - Garibaldi Alves (RN), Neuto de Conto (SC), Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (MT), além de Simon - deixou de fora justamente a opção preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador José Sarney (AP), que confirmou hoje que não há apelo palaciano que possa convencê-lo a disputar o cargo. A aposta geral da cúpula do partido é de que restem apenas dois nomes na disputa final dentro da bancada: Garibaldi e Simon.
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