Política
O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), revelou esta manhã, durante evento na Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo) que tem quatro áreas diferentes passíveis de abrigarem o novo prédio do presídio semi-aberto de Campo Grande. Ele não revelou os locais e disse que os terrenos pertencem à prefeitura.
Puccinelli disse que o assunto está sendo tratado com o prefeito Nelson Trad Filho. Na semana passada o governador chegou a cogitar a possibilidade de a unidade permanecer no mesmo local onde está hoje, na saída para Aquidauana.
A Colônia Penal Agrícola é problemática. Abriga cerca de 600 presos onde deveriam haver 80 e tem sido palco de verdadeiras farras promovidas pelos internos, com direito a bebidas alcoólicas, drogas e até garotas de programa.
A transferência do presídio encontra resistência onde quer que o governo planeje leva-lo. Foi assim quando a idéia era ir para o prédio de um antigo hotel na saída para São Paulo e o mesmo ocorreu na região do bairro Jardim Noroeste, na saída para Aquidauana.
O motivo da resistência não é vão. É freqüente que a polícia prenda foragidos da unidade cometendo delitos na cidade, como roubos e furtos.
Mistério - Puccinelli fez mistério sobre as áreas passíveis de receberem o presídio. Disse apenas que são regiões afastadas da are urbana e providas de rede de esgoto. Ele afirmou que está recebendo as informações especificadas quanto à localização dos terrenos. O governador disse, ainda, que o poder público estadual dispõe do recurso para as obras, mas não especificou o montante. A prefeitura doaria a área.
Já o prefeito, Nelson Trad Filho, disse esta manhã que iria estudar a proposta e queria conhecer a contrapartida que o governo pretende dar para que os terreno seja cedido.
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