Política
Reunião no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, nesta manhã, está discutindo a intervenção na Santa Casa de Campo Grande. Sob intervenção há três anos, o maior hospital do Centro-Oeste e do Estado, com 835 leitos e orçamento mensal superior a R$ 7,5 milhões, enfrenta a maior crise da sua história.
A reunião tem a participação dos deputados estaduais Paulo Corrêa (PR) e Zé Teixeira (DEM), junto com o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), do presidente da Associação Beneficente, Esacheu Nascimento, e do presidente do TJ, desembargador João Carlos Brandes Garcia.
Segundo Paulo Corrêa, o objetivo é encontrar uma solução para a crise na instituição, que está sob intervenção decretada pela Justiça no dia 19 de dezembro do ano passado. Ele disse que a intervenção feita pelo prefeito em 14 de janeiro de 2005 foi acertada, mas precisa ser revista. Ele defendeu uma administração profissional e com a participação do poder público.
Para Zé Teixeira, os dirigentes da Associação Beneficente, que criaram a Santa Casa há 80 anos, devem ser respeitados, principalmente, porque a entidade conta com a adesão de personalidades políticas respeitadas, como o ex-governador Wilson Barbosa Martins (PMDB) e o ex-senador Juvêncio César da Fonseca (PSDB).
Os dois deputados defendem a participação do poder público, tanto da prefeitura quanto do Governo estadual e do Ministério da Saúde, na gestão do hospital. Mas também defendem a busca do melhor caminho para a Santa Casa, considerada fundamental para o sistema público de saúde de Mato Grosso do Sul.
Presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Jerson Domingos (PDMB), apoiou a participação dos parlamentares na busca de uma solução para o hospital. Ele disse que o legislativo deve participar dos entendimentos e defendeu que todos os deputados tomem conhecimento das discussões sobre o hospital.
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