Política
O ministro decide que informação vai liberarMinistro da Justiça, Tarso Genro afirmou, na quinta-feira, que o dossiê sobre os gastos efetuados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, vazado para a revista Veja, que o publicou no último fim de semana, é na verdade apenas uma peça adequada ao debate político, sem qualquer fundamento jurídico.
- É um fato que parece se transformar em debate político, mas não tem fundamentação. O Ministério da Justiça não emite juízo sobre isso e não teme investigação - disse.
Na matéria de Veja, uma equipe do Palácio do Planalto teria preparado um dossiê sobre gastos públicos efetuados entre 1998 e 2001 pelo então presidente, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e assessores da Presidência, nas chamadas contas tipo B, usadas para saque em dinheiro em conta administrada pelo servidor. O documento, que até agora apenas a revista teve acesso, serviria para um esquema de chantagem contra os parlamentares da oposição, na tentativa de impedir que as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem abertas na CPI mista dos Cartões Corporativos.
O ministro, no entanto, admite que o seu ministério investigou , "a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU)", as despesas com cartões corporativos e gastos com contas B nos últimos anos.
- É um trabalho que a Casa Civil está fazendo de reorganização dos dados. O TCU pediu e até reconheceu que pediu os dados - afirmou o ministro após se reunir com integrantes da CPI do Grampo, no Ministério da Justiça.
Tarso Genro adiantou que caberá ao governo o critério de divulgação dos gastos, a partir das informações reveladas pelo levantamento da Presidência.
- Estes são elementos para dar transparência sobre o que pode ser divulgado - concluiu o ministro.
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