Política
A cúpula do PT deve definir no dia 25 deste mês o candidato do partido que enfrentará o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), em campanha pela reeleição.
O anúncio foi feito na quarta-feira pelo presidente regional da legenda, deputado estadual Amarildo Cruz, que fez questão de usar a tribuna da Assembléia Legislativa para mandar um recado aos adversários.
"PT não permitirá que Nelsinho seja aclamado", disse, referindo-se a liderança do candidato do PMDB, que costura uma forte aliança rumo à reeleição.
Durante discurso, Cruz reafirmou o compromisso de seu partido e ter candidato próprio nas eleições municipais de outubro.
Ao menos por enquanto, os deputados estaduais Pedro Teruel e Pedro Kemp são os principais interessados na disputa.
Sobre a indicação do candidato petista, o dirigente garantiu que o comando partidário está discutindo à exaustão qual o melhor caminho. Ele também lembrou como uma das alternativas o nome do ex-presidente regional, Mariano Cabreira.
Sem as duas principais estrelas petistas na disputa - o senador Delcídio do Amaral e o ex-governador Zeca do PT -, analistas prevêem uma derrota iminente do partido nas eleições deste ano.
O PT já amargou derrotas frustrantes na Capital por falta de um candidato competitivo. Foi assim com o ex-deputado federal Ben-Hur Ferreira, época em que enfrentou André Puccinelli, e com o deputado estadual Vander Loubet, derrotado em 2004 para Nelsinho Trad.
Apesar disso, a cúpula reconhece a necessidade de o partido indicar candidato próprio, até porque precisa compor a chapa de candidatos à Câmara de Vereadores.
Ainda em seu discurso, o presidente do PT disse que não há orientação da executiva nacional em relação à política de alianças para Mato Grosso do Sul.
"Sabemos da movimentação nacional, da coalizão de partidos, mas ninguém da Nacional nos pediu nada até agora. Eles sabem que há peculiaridades em Mato Grosso do Sul".
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