Política
A justificativa da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para a saída do cargo foi de que "a permanência não estava mais agregando". Ela descartou a possibilidade de deixar o PT. Afirmou que sua trajetória se funde à do partido. Argumentou que, apesar de ter se filiado apenas em 1985, participou ativamente da fundação da sigla, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Percebi que as pedras não estavam mais se movendo e quando as pedras não se movem, é precismo fazer algo para que elas se movam - acrescentou a ex-ministra que concede entrevista coletiva neste momento para explicar as razões de ter deixado pasta na última terça-feira.
Ela afirmou que o Brasil não pode "retroceder" no processo de criminalização da cadeia produtiva que extrai madeira ilegal.
- Não podemos retroceder na criminalização da cadeia produtiva das áreas embargadas e [deixar de cumprir] a resolução do Conselho Monetário Nacional - disse a ex-ministra.
A resolução do conselho prevê que os municípios que não apresentarem seus planos de desenvolvimento sustentável ficarão impedidos de receber financiamentos públicos.
Para a ex-ministra, no lugar da pecuária extrativista, deve-se estimular a pecuária intensiva, "para maior produtividade e a proteção da floresta".
- É fundamental que não se mexa nas questões essencial que temos, como a lei de florestas -, argumentou.
Marina Silva ressaltou que, depois de anos de discussão, o governo conseguiu aprovar a Lei de Gestão de Florestas Públicas e defendeu que "não podemos voltar atrás".
- Agora temos a concessões de manejo florestal, [temos que] avançar cada vez mais na certificação dos produtos para que tenham mais qualidade ambiental. O entendimento é que muito foi feito, mas temos coisas para fazer e outras que não podemos retroceder - afirmou durante coletiva para explicar os motivos de sua saída do Ministério do Meio Ambiente.
Carlos Minc
A ex-ministra acredita que o novo titular da pasta, Carlos Minc, tem condições de lidar com as diversas questões ambientais do Brasil. Questionada se o fato de o novo ministro não ser da Amazônia seria prejudicial para as ações na região, Marina Silva afirmou que essa analogia é uma premissa que não procede.
- Não faria essa simplificação que o ministro não pode contribuir para a Amazônia, porque não é da Amazônia. Somos uma equipe. Somos capazes de dar resposta a vários problemas ambientais do Brasil. O conhecimento não está com os homens, mas entre os homens - disse.
- Ele [o novo ministro] deve partir dessa possibilidade de formar uma equipe diversificada. Nenhum ministro é capaz de conhecer as questões de A a Z - completou.
AGRICULTURA FAMILIAR
Programação começa às 15h na Praça Garibaldi Medeiros; evento é uma grande tradição às vésperas dos fins de semana
OPORTUNIDADES
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
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