Política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente", que o programa Saúde na Escola foi prejudicado pela não-prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Segundo ele, a iniciativa --lançada na última quinta-feira (4)-- deveria ter entrado em vigor em março deste ano.
"Não pudemos colocar em prática porque não foi aprovada a CPMF. Agora, estamos fazendo com alguns meses de atraso aquilo que poderíamos ter feito há meses. Precisamos, primeiro, alocar dinheiro para poder fazer esse programa, mas, de qualquer forma, vamos fazer agora o que tinha que ser feito"
Lula explicou que a idéia é começar por municípios que já contam com equipes médicas que atendem em casa as famílias e levar os profissionais também às escolas. Localidades que registraram os piores índices de aproveitamento dos alunos na escola, de acordo com ele, serão as primeiras. A meta do governo é atender 26 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e do ensino médio até o fim do programa.
"Para a gente perceber se a criança está no seu tamanho normal, se está subnutrida, obesa, se tem problema de audição, de visão, na garganta. Se ela tiver problema, vamos duas vezes ao ano visitar as escolas. Detectando isso, vamos encaminhar essas crianças para o tratamento adequado. As crianças hoje, às vezes, não aprendem. Você pensa que ela não é inteligente, mas, às vezes, não está enxergando direito, ouvindo direito."
De acordo com Lula, em uma escola no Estado de Pernambuco --onde ocorreu o lançamento do programa-- 3% dos alunos têm problema de pressão. Para o presidente, o diagnóstico apresentado é "quase inadmissível", mas "temos que cuidar agora".
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