Política
A Justiça do Estado de São Paulo determinou a quebra do sigilo fiscal do advogado Mario Covas Neto, filho do governador Mario Covas (PSDB), morto em 2001, informa nesta quarta-feira reportagem de Lilian Christofoletti, publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, contra Zuzinha, como é conhecido, pesa a suspeita de ter participado de um desvio de cerca de R$ 38 milhões dos cofres da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), do governo paulista.
A Folha informa que o juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, também determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscais do ex-presidente da CDHU Goro Hama, do ex-diretor Ruy Mendes Reis Júnior e das empresas de segurança privada Power (ligada à Tejofran) e Gocil.
Outro lado
Zuzinha diz que a acusação contra ele é uma aberração. Ele afirma estranhar o fato de o pedido de quebra de sigilo acontecer mais de 12 anos depois de o suposto prejuízo ter sido causado aos cofres públicos.
"O Ministério Público está agindo de má-fé. Se realmente tivesse um interesse público, teria entrado com uma ação há 12 anos. Ao oferecer a ação hoje, mostra que está a serviço de pessoas que querem me prejudicar", afirmou o advogado.
Zuzinha relaciona a quebra a uma ação que moveu contra o ex-deputado Afanázio Jazadji por calúnia e difamação. "Depois que a CDHU, a Corregedoria do Estado e a Assembléia Legislativa analisaram a 'denúncia' levantada pelo deputado e concluíram não existir nada contra mim, ingressei com uma ação contra o parlamentar. Coincidentemente, neste ano, quando ganhei em primeira instância, vem esse pedido de quebra de sigilo."
DESPEDIDA
Velório reuniu familiares, amigos e moradores na Pax Universal; artesão morreu aos 72 anos
MEIO AMBIENTE
Restrição começou nesta quinta-feira na bacia do Paraguai; período segue até 28 de fevereiro de 2027
Voltar ao topo