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Política

Governador de MS anuncia redução da pauta do carvão vegetal

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A redução foi de R$ 184 para R$ 120. O presidente do Sindicarv, Marcos Brito, considerou a medida um avanço, "isso mostra que o governo está sensível ao nosso problema, mas ainda há uma disparidade de R$ 40,00", acrescentou.
 
O governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelli anunciou há pouco algumas medidas que tem com objetivo amenizar as perdas do setor de carvão vegetal e frigorífico no Estado.


Para o setor frigorífico a redução foi de 4% para 3% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para vendas internas e 1% de crédito tributário para quem mantiver pelo menos 95% do quadro funcional de outubro. O Estado calcula uma renúncia fiscal de R$ 2,5 milhões/mês, o que ainda é considerado insuficiente para o setor.


Para o setor de carvão vegetal a redução foi de R$ 184 para R$ 120. O presidente do Sindicarv, Marcos Brito, disse agora há pouco que a medida já é um avanço por parte do governo estadual e demonstra que ele está sensível ao problema, mas ressalva que ainda há uma disparidade entre o preço praticado na venda do produto, que hoje está em média de R$ 100,00 por metro de carvão (mdc). "Se for retirada a Taxa de Movimentação Florestal, o preço do mdc cai para R$ 80,00 e vamos pagar sobre R$ 120,00, portanto, há uma diferença de R$ 40,00 que temos de arcar ainda", ressalta o presidente do Sindicarv.


As medidas foram anunciadas por Puccinelli antes do início do encontro de prefeitos, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. O governador esteve reunido com a equipe técnica antes de anunciar o pequeno pacote e disse que entende a situação do setor, afetado pela crise geral, mas diz que o principal problema dos pequenos frigoríficos são as grandes empresas, classificadas por ele como "predadoras".


O vice-presidente da Associação de Frigoríficos e Matadouros de Mato Grosso do Sul, João Alberto Dias, disse que as medidas para o setor são insuficientes para reduzir os danos causados pelos problemas econômicos. Segundo ele, oito frigoríficos de pequeno e médio porte já tiveram que suspender abates, o que já resultou na demissão de pelo menos dois mil funcionários. Dias acredita que a redução do ICMS deveria ser maior, mas não quantificou o percentual ideal. A entidade representa 30 frigoríficos.

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