Política
Mesmo estando em partido da base aliada do Palácio do Planalto, o PDT, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) afirmou hoje que vota contra o texto da reforma tributária que foi aprovado na semana passada pela comissão especial.
Em Basília há uma queda de braço entre governadores, parlamentares aliados e de oposição e Governo federal para que a matéria não entre na pauta de votação ainda este ano.
O deputado pedetista está acompanhando o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, na Câmara dos Deputados. Pela manhã, Puccinelli conversou com lideranças nacionais do PMDB e com o relator do texto, deputado Sandro Mabel (PR/GO).
"É difícil a reforma ser votada este ano, já que há muitos interesses em jogo. Ninguém quer perder e quem tem condições quer aumentar sua receita. No caso de Mato Grosso do Sul, o Estado perde R$ 1,2 bilhão, mas São Paulo passaria a ganhar mais, teria um incremento com a mudança da cobrança do ICMS da origem para o destino no caso do gás boliviano. Os dois estados estão mobilizados para defender seus interesses em Brasília", afirmou Dagoberto, explicando que a bancada sul-mato-grossense tem conversado com o relator da matéria. "A nossa proposta é mudar o texto por meio do relator", destacou o pedetista, que participou de reunião no final da manhã de hoje com Mabel.
Sem as mudanças, Dagoberto não votará o texto em plenário, afirmou o parlamentar na tarde de hoje, mesmo se o partido solicitar que ele seja favorável ao texto aprovado no colegiado especial.
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