dothCom Consultoria Digital
Publicado em 05/01/2009 às 09:32
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Se já não teve maiores problemas para aprovar os projetos de seu interesse no primeiro mandato, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), também não deve ter trabalho em termos de oposição na Câmara de Vereadores ao longo de 2009.
É que a bancada de oposição ao prefeito, que já tinha suas limitações, encolheu, com apenas dois vereadores reeleitos nas eleições municipais de 5 de outubro: Thaís Helena e Cabo Almi, ambos do PT.
A bancada petista, que pouco trabalho deu a administração peemedebista, perdeu, talvez, o seu mais combativo representante, o vereador Marcos Alex - não conseguiu se reeleger - ao menos no começo da legislatura.
Mais tarde, o então Alex do PT, resolveu mudar de nome, coincidentemente, à época das denúncias do Mensalão - propina pagas a parlamentares que votavam nas matérias de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional.
Aliás, poucos dos 78 prefeitos de Mato Grosso do Sul deverão ter trabalho este ano, já que grande parte, pelo menos nas principais cidades, como Corumbá, Três Lagoas e Ponta Porã fez maioria na Câmara de Vereadores.
Por exemplo, o prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha de Oliveira (PT), que foi reeleito, terá 11 vereadores - entre eleitos e reeleitos - apoiando seu projeto político em sua segunda administração consecutiva.
Ruiter avalia que a ausência da oposição da Câmara de Vereadores lhe dá tranqüilidade para administrar. "Ficamos otimistas, principalmente em um momento de dificuldade como esse", sugere.
O prefeito petista se refere à crise econômica mundial que atingiu em cheio setores ligados à mineração na cidade fronteiriça e já provoca demissões em outros seguimentos.
O prefeito de Corumbá foi reeleito com apoio de 15 partidos: PT, PC do B, PMDB, PDT, PTB, PR, PMN, PSL, PSB, PP, PRB, PT do B, PHS, PTN, PSC.
Da mesma forma, a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), elegeu nove dos 10 vereadores, a exemplo do tucano Flávio Kayatt, onde o único representante da oposição na Câmara será o vereador reeleito Adãozinho Dauzacker (PSB).
Ao contrário dos prefeitos reeleitos, há aqueles que devem enfrentar dificuldades, como é o caso do pedetista Ari Artuzi, em Dourados, cuja coligação elegeu apenas cinco dos 12 representantes na Câmara de Vereadores nas últimas eleições municipais.
Portanto, se o desejo de Artuzi é administrar sem maiores obstáculos ao longo de seus quatro anos de mandato terá de costurar acordos com vereadores que fizeram campanha contra sua coligação, como o DEM, partido liderado pelo vice-governador Murilo Zauith - candidato derrotado à prefeitura - e pelo deputado estadual Zé Teixeira.
O DEM elegeu quatro vereadores - Sidlei Alves, Marcelo Barros, Paulo Henrique Bambu e Gino Ferreira. Outro que deve fazer oposição à administração pedetista é o petista Dirceu Longhi, que apoiou a candidatura também derrotada do ex-chefe da Casa Civil da prefeitura douradense, Wilson Biasoto, indicado para tentar o cargo pelas mãos do prefeito Laerte Tetila (PT).
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