Política
Embora há o interesse mútuo de lideranças em manter em Mato Grosso do Sul, o mesmo alinhamento político entre PT e PMDB no plano nacional, o presidente da Assembléia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), prefere que seu partido priorize aliança com os mesmos partidos que levaram André Puccinelli a Governadoria.
Jerson se refere a partidos como PSDB, DEM e PPS, cujos apoios foram fundamentais para levar o PMDB de volta ao Parque dos Poderes e a prefeitura de Campo Grande, reelegendo o prefeito Nelsinho Trad (PMDB).
O difícil é que os principais expoentes dessas legendas trabalham duro no sentido de ficar longe do palanque que está montado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que poderá ter um vice do PMDB. Como se desenha, Lula tem preferência pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
Apesar da preferência, o presidente da Assembléia crer na possibilidade de os dois partidos adversários subirem no mesmo palanque nas eleições de 2010.
Particularmente, Jerson acha mais viável o PMDB abrir espaço na chapa majoritária para o PT, lançando apenas um candidato ao Senado. A outra vaga ficaria com o senador petista Delcídio do Amaral. O problema no PMDB, no entanto, é que, além do senador Valter Pereira, o deputado federal Waldemir Moka já está em plena campanha pela indicação.
A possibilidade de aliança entre as duas legendas que historicamente rivalizam no Estado voltou à tona durante a visita do presidente Lula ao município de Ladário, no dia 15 de janeiro. Lá, André Puccinelli manteve conversações com o presidente e, logo após, ao ser abordado por repórteres, garantiu ter ouvido dele a sugestão para que PT e PMDB se unam em 2010.
Dias depois, a bancada do PT na Assembléia, composta pelos deputados Amarildo Cruz, Pedro Teruel, Pedro Kemp e Paulo Duarte - repudiou a suposta articulação pelo acordo e reafirmou acreditar na candidatura do ex-governador Zeca do PT ao governo do Estado, o que inviabilizaria qualquer aproximação com o PMDB.
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