Política
Depois de passar mais de uma hora no serviço médico do Senado após sentir-se mal, o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira que está "ótimo" e disposto a permanecer no comando do colegiado. Duque disse que não almoçou e presidiu a sessão do conselho por quase seis horas, por isso ficou com forte dor de cabeça e pressão alta.
"Eu não almocei, eu estava duro. Eu estava com muita dor de cabeça, depois me deram um medicamento na veia e estou bem melhor. Estou bem esperto", afirmou.
Conhecido pelo bom-humor, Duque foi questionado por um repórter de um programa humorístico se sua cabeça havia "pesado" depois de presidir a sessão do conselho que absolveu o senador José Sarney (PMDB-AP) de 11 acusações. "Foi sim", disse. Mas logo consertou a afirmação ao declarar que não sente nenhuma culpa pelo arquivamento de todos os processos contra Sarney.
"Nunca fiz uma sessão tão especial como hoje. Fiquei muito satisfeito", afirmou. Questionado se a interferência do Palácio do Planalto para o PT votar em favor de Sarney fez a diferença em favor do peemedebista, Duque disse que não é "comensal" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva --por isso não pode comentar sobre a decisão dos petistas.
Extinção do conselho
Duque defendeu mudanças na legislação que permitam a extinção do Conselho de Ética na Câmara e no Senado. Na opinião do senador, os parlamentares devem ser julgados por diversas instâncias do Judiciário, mas não por seus próprios colegas.
"Os deputados e senadores seriam analisados pelas varas federais, enquanto os deputados estaduais seriam julgados nos Estados. O Conselho de Ética não existia, foi uma inovação. O conselho poderia ser lá, no Poder Judiciário", afirmou.
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