A Justiça de Naviraí determinou o prefeito de Naviraí Zelmo de Brida, o afastamento do gerente Geral Executivo da Prefeitura, Gilberto Álvaro Piminatti. Tido na cidade como super-secretário vinha acumulando vários cargos, dentre eles Chefe de Gabinete e Gerente de Obras. Ele também é apontado como pré-candidato a prefeito nas próximas eleições.
A decisão foi da juíza Marilza Aparecida Baptista, após acatar um pedido do Ministério Público Estadual, sob suposto envolvimento de Gilberto e outros dois servidores Cicero dos Santos (Núcleo de Habitação Popular) e João Marcos Rosa, este último pediu exoneração do cargo após as denuncias sob a possível venda de terreno público por parte dos servidores. Gilberto viajou nesta sexta-feira (9) para Campo Grande para tentar uma suspensão da liminar junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS).
A sanção, através de liminar, aconteceu porque a juíza acatou parcialmente a Ação Civil Pública, impetrada pela Promotoria de Justiça, sobre o caso Mefi (venda de terreno público do Distrito Industrial).
O promotor de justiça de Defesa do Patrimônio Público - Paulo Riquelme confirmou o pedido de afastamento e o prefeito Zelmo de Brida tem um prazo de 10 dias para confirmar o afastamento de Gilberto. Segundo o promotor, o prefeito já foi notificado sobre a decisão da juíza. O afastamento é por tempo indeterminado, até que todas as testemunhas sejam ouvidas. O pedido de afastamento se deve por exercer um cargo público, Gilberto estaria manipulando testemunhas e atrapalhando as investigações.
De acordo com a denúncia feita pelo empresário Nelson dos Santos (da Mefi - prestadora de serviços), os servidores públicos municipais comissionados Gilberto Pimpinatti, João Marcos Rosa e Cícero dos Santos, fizeram a tentativa de lhe vender um terreno do Distrito Industrial (que é distribuído gratuitamente, após aprovação pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico), por parte dos acusados, por R$ 100 mil, com pagamento antecipado com cheques pré-datados, com cinco cheques de R$ 20 mil.
Um dos cheques foi resgatado por Nelson, antes de fazer a denúncia, mediante ao oferecimento de um terreno de sua propriedade (do loteamento da Cia Portal - segundo ele valia R$ 40 mil). De posse do cheque e mais quatro cópias, foi ao Ministério Público Estadual (MPE) e entregou o material, juntamente com uma fita cassete, contendo a gravação de uma conversa com Cícero dos Santos e dois recibos, assinados - um por Cícero e um por João Marcos Rosa.
Todos os acusados, ouvidos pelo Ministério Público Estadual (MPE) já admitiram a culpa, mas estão querendo que o enquadramento seja por crime eleitoral e por caixa dois, O Ministério Público já comprovou que dois cheques passaram pela conta do prefeito Zelmo de Brida e que um deles era nominal ao administrador municipal.
Gilberto não foi encontrado para falar sobre a determinação judicial. Na prefeitura informaram que ele não possui telefone celular.