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Política

Em greve, estudantes venezuelanos citam Brasil como exemplo

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Em greve de fome há 20 dias, um grupo de estudantes venezuelanos anunciou na sexta-feira que continuará com o protesto até que o governo Hugo Chávez permita a entrada no país de uma comissão da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Seis universitários se instalaram, com tendas e cartazes, em frente à Embaixada do Brasil em Caracas. Dizem só tomar água e soluções isotônicas. "Nossa esperança é que o novo governo brasileiro, com a nova presidente, se manifeste sobre a questão dos direitos humanos como membro da OEA. Queremos ter um governo democrático como o do Brasil", disse Roderick Navarro, 23, um dos estudantes do movimento.

A comissão da OEA terá a missão de investigar supostas violações de direitos humanos na Venezuela. Os universitários rejeitaram o chamado do ministro do Interior, Tareck El Aissami, para um "diálogo franco" sobre suas reivindicações, que devem ser processadas por meio de "mecanismos internos".

Além da visita do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, os estudantes pedem a libertação de 27 pessoas que consideram "prisioneiros políticos", entre eles três deputados da oposição.
 

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