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Em reunião com futura ministra, governador garante recuperação da Malha Oeste

A decisão foi anunciada em Brasília (DF) após reunião de Reinaldo Azambuja com a deputada federal e futura ministra da Agricultura Tereza Cristina

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O governador Reinaldo Azambuja garantiu nesta terça-feira (13.11) a inclusão da recuperação da ferrovia Malha Oeste – com extensão de 1.973 quilômetros – no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. A proposta é prorrogar a concessão da Rumo Logística, com a contrapartida de que a empresa invista até R$ 5 bilhões na linha férrea.

A decisão foi anunciada em Brasília (DF) após reunião de Reinaldo Azambuja com a deputada federal e futura ministra da Agricultura Tereza Cristina. Também participou do encontro o secretário de Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do PPI, Tarcísio Gomes de Freitas.

Criado em 2016, o PPI será mantido na gestão do presidente eleito Jair Bolsonado. O Programa tem a finalidade de ampliar e fortalecer a interação entre o Estado e a iniciativa privada, por meio da celebração de contratos de parceria e de outras medidas de desestatização. 

Nos primeiros anos, conforme Tarcísio, o PPI priorizou a prorrogação das concessões  de outras cinco malhas, mas como “os processos estão bem finalizados, o próximo passo é fazer a qualificação como prioritário da Malha Oeste e Malha Sul”, emendando que a etapa seguinte “vai ser dada no início do ano que vem, quando entra para o programa a prorrogação da Malha Oeste, que é prioridade. Essa prorrogação vai trazer os investimentos para recapacitar a linha”.

Para o governador Reinaldo Azambuja essa é uma grande conquista, já que a revitalização da Malha Oeste viabiliza a Ferrovia Transamericana, que vai ligar portos dos oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Mato Grosso do Sul, reduzindo o custo para escoamento da produção do Estado.

“A Malha Oeste é fundamental. Com a inclusão da linha férrea como prioridade na primeira reunião do conselho do PPI no próximo ano fica assegurado que a Rumo vai fazer investimentos, já que a ampliação da concessão estará atrelada à aplicação de recursos na linha férrea. Estudos apontam que será necessário investir entre R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões.  

A Empresa Rumo terá o retorno deste investimento com a demanda de fertilizantes, grãos, líquidos e aço, já que uma parte deste liga metálica  consumida na Bolívia sai do Brasil. Para Reinaldo Azambuja, com a “recuperação da malha, a gente ganha capacidade para transportar esses produtos em uma  quantidade maior”. O atual termo de concessão tem 22 anos e termina em 2026.

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