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Com 71 mortes no país, Nelsinho Trad pede inclusão de jornalistas grupo prioritário contra Covid-19

No Estado, categoria fez solicitação para SES e SESAU

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Com 71 mortes de jornalistas causadas pelo novo coronavírus (Covid-19), o senador Nelson Trad Filho (PSD), o Nelsinho, solicitou junto ao Senado Federal que seja encaminhado ao Ministério da Saúde ma indicação pedindo a inclusão de jornalistas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. De acordo com o texto, o pedido visa incluir a categoria dos radialistas e jornalistas que, trabalham em redações de veículos de televisão, rádio e sites (incluindo repórteres, produtores, editores de texto, imagem e som, fotógrafos, cinegrafistas, diretores, chefes de redação, operadores de imagem e som) em um dos grupos prioritários para imunização.

O senador justifica que em meio a pandemia marcada por incertezas, em que “fake news ” custam vidas e ganham repercussão no imediatismo das redes, o jornalista, em seu compromisso com a verdade e a prestação de serviço, é fundamental para enfrentar a crise sanitária. "A atividade jornalística está incluída nos decretos Federal (Decreto 10.288, de 22 de março de 2020) e estaduais como essencial. E apesar de todos os esforços das redações para proteção de seus profissionais, o trabalho do jornalista na busca pela verdade se faz com interação e, em, grande parte, nas ruas. Esses profissionais estão expostos", destacou o senador.

Em sua justificativa, Nelsinho pontua que a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vem exigindo publicamente do Governo Federal um plano nacional de vacinação contra a covid-19, universal e público, estruturado a partir do Programa Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando e articulando os entes subnacionais (estados e Municípios), em um esforço coordenado para a execução segundo as prioridades estabelecidas pelo setor de saúde.

"Ao longo de dez meses da crise sanitária, o mundo registrou 602 profissionais de imprensa mortos pelo vírus, sendo que mais da metade dessas vítimas, 303, vivia na América Latina. De acordo com a Fenaj, até o dia 16 de janeiro, houve 71 mortes de jornalistas brasileiros, com crescimento da curva de óbitos a partir de novembro. Só nos primeiros dias de janeiro foram 13 mortes, contra 12 em todo o mês de dezembro.
Em Mato Grosso do Sul, estado em que fui eleito, sete jornalistas não resistiram à doença desde dezembro. Também há casos de familiares dos profissionais que se contaminaram e morreram", pontua o parlamentar.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do SUL (Sindjor-MS) encaminhou um ofício a Secretaria do Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) de Campo Grande solicitando a inclusão da categoria nas prioridades. Durante live nesta quarta-feira (8), o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, disse está viabilizando a inclusão dos profissionais da imprensa. 

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