Manifestação
Grupo está concentrado no local há cinco dias após resultado das eleições
Permanece concentrado os manifestantes em frente ao 9º Batalhão de Engenharia de Combate de Aquidauana. O grupo está no local desde o último domingo (30) e promete ficar acampado até dia 31 de dezembro.
Insatisfeitos com o resultado das eleições, onde Bolsonaro não foi reeleito, o grupo afirma que estão em protesto legítimo, pedindo intervenção das Forças Armadas no pleito presidencial. Uma das lideranças, o pastor Ailan José do Nascimento disse ao O Pantaneiro que estão concentrados por amor à pátria.
“Esse movimento é fruto do amor à pátria, fruto da preocupação com nosso futuro. Porque quando a gente olha para trás, o processo todo eleitoral desde quando o próprio Congresso tem a lei do voto impresso, depois o STF (Supremo Tribunal Federal) entra para dentro do congresso, mudou aqueles votos, acabaram de uma maneira condicionando, deixasse na gente uma grande incógnita, a gente não consegue entender”.
O grupo ainda organiza na manifestação vigília religiosas durante a semana e orações. Questionado sobre uma previsão de deixar o local, Nascimento disse que estão empenhados na concentração.
“Vamos ficar aqui até dia 31 dezembro, se possível até 1 de janeiro, a partir dali, seja o que Deus quiser. Nossa parte vamos fazer, estamos empenhados. Temos algumas falhas, excessos, mas estamos corrigindo isso para que tudo flua de acordo com a ordem, com a decência para o bem do Brasil, das famílias de Aquidauana e Anastácio”.
Grupo permanece na frente do 9º BE cmb - Foto: Ronald RegisSobre o que motiva a permanência, Nascimento afirma que o grupo tem apenas as Forças Armadas como referência de confiabilidade e de interferência diante do resultado da eleição presidencial.
“Chegamos em um momento que não temos a quem pedir socorro. Não temos como no Congresso, pela situação partidária. Segundo o que fala na constituição, podem agir, alguns artigos, eu não sou conhecer da lei, o mínimo que a gente sabe é que cabe a ela restabelecer a ordem.
Manifestantes na rua Duque de Caixias em Aquidauana na última quarta (02) - Foto: Rhobson LimaReclamações de moradores
Alguns moradores da região têm reclamado dos barulhos que ecoam durante as manifestações. Nascimento disse que reconhece os excessos e que estão se organizando para reduzir o volume e pedir apoio de vizinhos para participar.
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