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Após velório na Assembleia de MS, corpo de Amarildo Cruz é levado para SP

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do parlamentar

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O corpo do deputado estadual Amarildo Cruz (PT) está sendo levado na manhã deste sábado (18) para Presidente Epitácio (SP). 

O deputado foi velado durante a noite de ontem, 17, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do parlamentar. Ele faleceu ontem no início da tarde, após três dias de internação no Hospital Proncor, em Campo Grande.

Amarildo foi velado no Saguão Nelly Martins, na Alems. O corpo chegou por volta das 20h30, sob aplausos. Sobre o caixão, foram colocadas as bandeiras do PT e do Corinthians, time para o qual o político torcia.

Uma comissão, formada pelos deputados Junior Mochi (MDB), Pedro Kemp (PT) e Pedrossian Neto (PSD), acompanhará o cortejo até a cidade natal de Amarildo. 

O Presidente da Alems, Gerson Claro (PP) lamentou a morte do colega.

“Amarildo fez história no Parlamento Sul-Mato-Grossense. Foi referência na luta contra desigualdade, defendendo com veemência e fervor suas causas. Nós estamos consternados, não conseguimos entender sua morte prematura. Seu legado permanece e se torna símbolo para Mato Grosso do Sul”, declarou.

Vida e carreira de Amarildo Cruz

Paulista de Presidente Epitácio, Amarildo Valdo da Cruz chegou a Mato Grosso do Sul aos 18 anos, em 1981, após ser aprovado em concurso para fiscal tributário estadual. É graduado em Direito e em Ciências Contábeis, pós-graduado em Gestão Pública e especialista em Ciências de Direito.

Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1984. Foi um dos fundadores e presidiu o Sindifiscal/MS (Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado). No Governo do Estado, foi superintendente da Central de Compras.

Entre 2003 e 2006, foi diretor-presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular), na gestão de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Deixou o cargo para concorrer a deputado estadual, sendo eleito pela primeira vez.

Na eleição seguinte, em 2010, ficou apenas como primeiro suplente. Assumiu a superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no Estado em 2011.

Dois anos depois, foi convocado para assumir uma cadeira na Assembleia. Em 2014, conquistou mais um mandato nas urnas. Nesta legislatura, foi 2º secretário da Mesa Diretora.

Nas eleições de 2018, ficou novamente como suplente. Neste período, comandou a Unidade de Educação Fiscal da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda).

Foi empossado para o quarto mandato em 2021, após a morte do então deputado Cabo Almi, e na ocasião, se aposentou como fiscal tributário após 39 anos. No último pleito, em 2022, foi reeleito.
 

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