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Gaeco investiga contratos da saúde e educação do Governo de MS

Gecoc e Gaeco cumprem mandados em imóvel de Campo Grande

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O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) está nas ruas, em operação conjunta com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), para investigar contratos da saúde e educação firmados com o poder público.

Na manhã desta quarta-feira (29), a equipe cumpre mandados em imóvel no Jardim Paulista, onde já funcionaram três empresas que tiveram ou ainda têm contratos em vigor com o Governo do Estado e prefeituras do interior, todos assinados até 2022, segundo o Campo Grande News.

Esta manhã, três carros descaracterizados do Gaeco estiveram no imóvel na Rua Geraldo Agostinho Ramos, para recolher documentos. O promotor Humberto Lapa Ferri, titular da 31ª Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande, acompanha a operação e confirmou ao Campo Grande News que "essas empresas prestavam serviço tanto nas áreas de saúde quanto de educação".

Segundo vizinhos, é a primeira vez que o Gaeco vai ao endereço. Atualmente, apenas a empresa Maiorca Soluções em Saúde, Segurança e Padronização tem o local como sede ativa, mas está de mudança. Por isso, as equipes só encontraram uma pessoa e caixas com luvas cirúrgicas e de leite especial. Não havia qualquer documento no local.

A casa está com placa de aluga-se e a informação apurada pela reportagem é que o atual inquilino deve desocupar o imóvel até dezembro. Conforme dados da Redesim, do governo federal, a empresa Maiorca está em atividade desde 2016, com histórico de contratações com a Secretaria Estadual de Saúde e com prefeituras, como com Chapadão do Sul, Dourados, Aquidauana, Naviraí e Ponta Porã, por exemplo. Mas o Ministério Público não informa o que está sob investigação.

Também já funcionaram, no mesmo local, outras duas empresas que tiveram contrato com o Governo do Estado, com as secretarias de Educação e Saúde, assim como serviram as prefeituras do interior.

A reportagem entrou em contato com assessoria do Governo do Estado e com a SES e aguarda retorno para atualização do texto. O proprietário da Maiorca Soluções também foi procurado, mas ninguém atendeu o telefone celular que consta no cadastro da empresa.

Como os contratos com as empresas que funcionavam no imóvel foram firmados na administração anterior, o Campo Grande News recorreu ao ex-secretário Estadual de Saúde Geraldo Resende e atual deputado federal. Por telefone, ele disse que não está sabendo de nenhuma operação do Gaeco. Diz que vai buscar informações e prestar esclarecimentos caso seja necessário.

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