Covid-19
Após as falas contundentes do secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, durante audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande ontem (27), o próprio governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, tratou de colocar panos quentes sobre a situação e afirmou hoje que a ideia do passaporte da vacina não será implementada.
A informação foi dada hoje pela manhã, durante evento da obra do Aquário do Pantanal, na capital. Azambuja disse que a decisão foi tomada após uma reunião com o comitê do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), composto pelas secretarias de Saúde, Gestão Estratégica, Desenvolvimento Econômico, Segurança Pública, Administração e Fazenda, além de Procuradoria, Controladoria e Consultoria Legislativa.
"Qualquer política que tenha decisão do governo nas questões sanitárias passa pelo Prosseguir. Houve uma manifestação individual do Geraldo, mas não havia nenhuma decisão do Governo quanto a isso", explicou o governador.
A polêmica com o assunto chegou ao seu clímax na tarde desta segunda-feira, quando inúmeras pessoas ocuparam a Casa de Leis da capital fazendo manifestações favoráveis e contrárias ao passaporte. Após ter seu discurso interrompido várias vezes, o secretário de Saúde chamou aqueles que se opunham à ideia de “fascistas e nazistas” da atualidade.
O chefe do Executivo estadual disse que a decisão de não avançar com o projeto de lei foi "praticamente unânime” e que Resende expressou uma “opinião isolada”. A proposta que seria encaminhada para a assembleia foi elaborada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) e exigiria um documento que comprove ao menos a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 para que as pessoas possam adentrar espaços públicos e privados ou qualquer evento com 100 participantes ou mais.
Azumbuja fez questão de ressaltar, contudo, que o governo seguirá com ações para convencer os cerca de 130 mil sul-mato-grossenses – de acordo com levantamento feito pelo Campo Grande News – que ainda não se imunizaram por vontade própria.
(Com informações do Campo Grande News)
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