URGENTE
Irmãos foram acolhidos pelo Conselho Tutelar e mulher foi presa suspeita de cometer os crimes de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica e maus-tratos qualificados contra os próprios filhos.
Uma mulher de 36 anos foi presa em flagrante neste sábado (11), em Anastácio, suspeita de cometer os crimes de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica e maus-tratos qualificados contra os próprios filhos.
Segundo informações da Polícia Civil, a ocorrência teve início após um menino de 12 anos telefonar para o tio pedindo socorro. Conforme o relato, a mãe havia ingerido bebida alcoólica e, durante um episódio de violência, agredido o irmão de apenas 2 anos, chegando a arremessá-lo contra o chão.
A Polícia Militar e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e prestaram atendimento à ocorrência. A criança foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Aquidauana, referência para atendimentos de urgência na região, apresentando fortes dores e inchaço na cabeça. O bebê permaneceu internado para realização de exames e acompanhamento médico.
Durante a vistoria na residência da família, os policiais encontraram um ambiente em condições extremamente precárias de higiene, com grande acúmulo de sujeira e alimentos deteriorados. De acordo com a polícia, a situação evidenciava a vulnerabilidade em que viviam as crianças.
A mulher foi localizada no próprio hospital, onde acompanhava o atendimento do filho. Em depoimento, ela afirmou não se recordar do ocorrido em razão da ingestão de bebidas alcoólicas.
Diante das evidências, dos relatos das testemunhas e das circunstâncias apuradas, a suspeita foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, onde a prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica e maus-tratos qualificados.
Além do bebê hospitalizado, os outros dois filhos da autora foram acolhidos em um abrigo local por determinação do Conselho Tutelar, que adotou as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso seguirá sendo investigado pela Polícia Civil.
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