ANASTÁCIO
Geovane Rocha e toda a família sobreviveu após o carro deles se envolveu na colisão que deixou nove vítimas no novo trevo de Anastácio
Um dia depois do grave acidente registrado no novo trevo de acesso entre a BR-262 e a BR-419, em Anastácio, o motorista de um dos veículos envolvidos, Geovane Rocha, morador de Campo Grande, decidiu relatar ao O Pantaneiro como tudo aconteceu sob sua perspectiva.
Geovane conduzia um Honda New Civic e seguia de Campo Grande para Miranda, acompanhado da esposa e dos três filhos. Segundo ele, todos ocupavam o veículo utilizando os equipamentos de segurança, com cintos e cadeirinha para as crianças.
De acordo com o relato do motorista, ele trafegava em velocidade entre 80 km/h e 100 km/h quando percebeu que o veículo que seguia à sua frente havia realizado uma frenagem brusca. Segundo Geovane, o condutor teria reduzido a velocidade ao se aproximar de um quebra-molas, que ele afirma não ter percebido a tempo.
Na tentativa de evitar uma colisão traseira, Geovane conta que desviou para a contramão, buscando o acostamento. Nesse momento, acabou se deparando com um Hyundai HB20, que vinha no sentido contrário. “Quando o veículo HB20 veio de frente e colidiu na roda dianteira direita, me jogando no aterro do acostamento”, relatou.
Com o impacto, o Honda Civic saiu da pista. Pouco depois, o veículo começou a pegar fogo.
Segundo Geovane, a reação imediata foi retirar a família do carro. “Rapidamente, ao sinal de fumaça, retirei minha esposa e meus três filhos que estavam atrás”, contou.
Ainda segundo o motorista, as chamas se espalharam rapidamente e destruíram o automóvel. “O fogo propagou e consumiu em um instante o carro com todos os nossos pertences”, relatou. Apesar da violência do acidente e da perda do veículo, Geovane afirma que ele, a esposa e os filhos sofreram apenas pequenas escoriações.
Questionamento sobre o quebra-molas
Após o acidente, o motorista também levantou questionamentos sobre a existência de um quebra-molas no trecho da rodovia, considerando a velocidade permitida na via. “Sinceramente, não consigo entender o motivo maior de ter um quebra-molas em uma BR de velocidade de vias a 100 km/h”, afirmou.
Geovane defende que as autoridades responsáveis avaliem as condições do trecho e busquem uma solução que possa evitar novos acidentes. “Pedimos que as autoridades competentes reavaliem e achem uma solução para esse trecho. Ontem saímos com pequenas escoriações, mas quem garante que o próximo não terá a mesma sorte?”, questionou.
O acidente aconteceu na tarde de domingo (9) e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu. Segundo as informações do atendimento de emergência, nove pessoas estiveram envolvidas na ocorrência. Um dos veículos pegou fogo após a colisão.
O relato apresentado por Geovane representa a versão do motorista do Honda Civic sobre a dinâmica do acidente. As circunstâncias da colisão e as condições do trecho deverão ser avaliadas pelas autoridades competentes.
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