Em uma das versões, o veículo roubado da vítima foi encomendado e, na outra, teria sido tomado por dívida de droga
A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses sobre o latrocínio do empresário Ronaldo dos Santos Batista, 38 anos, registrado na madrugada desta segunda-feira. Em uma delas, o veículo roubado da vítima foi encomendado e, na outra, teria sido tomado por dívida de droga. Segundo o delegado Eder Oliveira Moraes, titular da delegacia de Aquidauana, em ambas versões, W.O, 21 anos, surge como mandante e teria oferecido R$ 5 mil aos executores, diferente do que havia sido apresentado inicialmente.
O delegado explica que os dois adolescentes de 17 anos detidos no Bairro São Cristóvão são amigos, e teriam participado de forma direta no assassinato. A dupla teria passado o dia na casa da vítima, em Anastácio, pois a conheciam há algum tempo. "Antes de pegar o carro, eles deram uma garrafada na cabeça de Ronaldo, depois o amarram e jogaram na piscina, usando o vaso de flor para afundar o corpo. Este foi o relato coeso dos dois sobre como o mataram", disse.
Suposto vaso que teriam amarrado em Ronaldo para afogá-lo
Uma quarta pessoa, que é maior de idade e sabia dirigir, foi até o imóvel e levou o automóvel de lá até onde mora W., no Bairro Nova Aquidauana, em Aquidauana. Assustado com a repercussão da morte por meio da imprensa local, W. abandonou o carro, modelo Saveiro Cross, nas imediações do lixão, perto da pista de motocross. O veículo foi apreendido em operação conjunta entre a Polícia Civil e unidades especializadas do 7º Batalhão da Polícia Militar.
Versões
Segundo o delegado, os dois adolescentes apreendidos deram versões distintas sobre a motivação, embora tenham concordado a respeito da execução. Um deles afirma que foi contratado por W. por R$ 5 mil para lhe entregar um carro roubado, no caso, a Saveiro do empresário. Diante do que considerava alto valor e avaliando o risco, convidou o outro adolescente para ajudá-lo com a promessa de dividir o dinheiro arrecadado no crime.
O outro menor, por sua vez, diz que W. lhes ofereceu os mesmos R$ 5 mil para buscar o carro de Ronaldo. O veículo seria "confiscado" por causa de uma dívida de drogas. Ou seja, a vítima teria consumido entorpecentes fornecidos pelo autor, que já foi preso por tráfico, mas não teria pagado. Por isso, W. pediu a picape como forma de compensar esta dívida. O delegado de Aquidauana lembra ainda que todos os envolvidos, incluindo a vítima, se conheciam.
Velório
Residente em Anastácio, Ronaldo era dono do restaurante Estação Pantaneira, em Aquidauana. O corpo está sendo velado na Capela da Pax Universal, em Aquidauana, na Rua Cassimiro Bruno, 851, Bairro Alto. De acordo com familiares, o sepultamento está agendado para às 8 horas de amanhã.
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