Seriedade e credibilidade tornaram O Pantaneiro um dos veículos mais respeitados de MS
Vanessa Ricarte
Publicado em 05/05/2018 às 12:00
Atualizado em 10/09/2026 às 14:01
Histórias de personalidades, casos emblemáticos, conquistas no esporte, na ciência, educação, entre tantas outras situações que já viraram notícia, têm emocionado milhares de leitores do O Pantaneiro por mais de meio século. Neste sábado (5) o jornal completa 53 anos de existência, sempre na direção de informar o leitor, de maneira rápida e precisa, sobre os principais fatos da região Sudoeste e do Estado de Mato Grosso do Sul.
Fundado em Aquidauana no dia 05 de maio de 1965, durante o mandato do 26º presidente do Brasil, general Castelo Branco, momentos simbólicos, tais como a Divisão do Estado, ocorrido no dia 11 de outubro de 1977, se tornaram manchetes de destaque do O Pantaneiro. Iniciativa de três amigos, o gráfico Aldo Royg, o advogado Augusto Alves Correa e o dentista Oscar de Barros Filho, o jornal, à época, era impresso ainda em tipos móveis, ou seja, letra por letra.
Em 1975, o professor e dono da Organização Pantaneira de Serviços Gráficos Ltda, José Lima Neto, assumiu a diretoria da empresa jornalística, que passou por profunda reestruturação, ao ser impresso, a partir de então, em off-set, no extinto Diário da Serra, de Campo Grande.
“Meu pai é de Araçatuba, interior de São Paulo, e quando ainda era universitário, conheceu Aquidauana porque veio jogar bola. Apreciou muito a cidade e, posteriormente, se mudou para cá a fim de lecionar em algumas escolas do município. Por gostar muito de escrever e de se comunicar, foi até o jornal O Pantaneiro e perguntou se poderia ser correspondente. Assim, começou a escrever artigos. Depois de um tempo, se tornou sócio e em seguida comprou a empresa jornalística em 1975 e até hoje está à frente do jornal”, relatou Rhobson Tavares Lima, filho do conhecido “Seu Lima”.
Alice Bonafé Tavares Lima, esposa de José Lima Neto, assumiu, então, a gestão financeira do jornal. Alice permaneceu na função até o dia 21 de novembro de 2015, quando faleceu. Considerada pela família de importância inestimável para o desenvolvimento do veículo, também é homenageada por ser um dos pilares da empresa jornalística.
Atualmente, os filhos de Lima Neto, Rhobson Tavares Lima, Vladmir Tavares de Lima e Arethéia Tavares Lima Pellicioni, trabalham no jornal. Rhobson conduz o portal de notícias O Pantaneiro, Vladmir juntamente com o cunhado, Gustavo Pellicioni, cuidam da parte jurídica da empresa e Arethéia é responsável pelo financeiro do jornal.
Valor histórico do O Pantaneiro
Diagramado em extintas máquinas de escrever, o jornal era revolucionário para a região, ainda em fase embrionária de desenvolvimento. Mais tarde, com bastante dificuldade, mas de olho no seu crescimento, foi criado um laboratório gráfico. A partir de então, o jornal passou a ser impresso em Aquidauana, na off-set adquirida a duras penas por Lima Neto.
Para a historiadora, escritora e também colunista do O Pantaneiro, Raquel Anderson, o jornal é, seguramente, o maior patrimônio histórico da cidade, sob o ponto de vista da comunicação. “O Pantaneiro já deixou legados extraordinários e ainda consegue se manter na plataforma impressa por ter um público extremamente fiel. Tenho muito encantamento e respeito pelo jornal, como escritora e também amiga da família. Sei que superaram muitas adversidades, intempéries, mas ele se mantém sempre muito coeso ao longo de todas as gestões políticas e ainda prestigia muito a região pantaneira, por se preocupar com as questões locais. É, sem dúvida, um dos jornais mais importantes do estado”, declarou.
Pioneirismo no Sudoeste Pantaneiro:

Já o deputado estadual aquidauanense Felipe Orro, que está na manhã deste sábado no Cristo Rei, em Anastácio, ressalta o valor social do jornal. “Vida eterna ao O Pantaneiro. É o maior jornal da nossa região, o de maior credibilidade. Eu como ex-prefeito, atual deputado e principalmente como amigo da família, quero prestar essa homenagem porque todos sabemos como o jornal é feito, por amor à arte, à cidade e à região. Lima Neto conduz o veículo desde quando eu era criança. A história toda é muito bonita, muito grande e merece um capítulo especial na história da região”.
Era digital

Por sua vez, O Pantaneiro acompanhou a revolução do jornalismo digital e se antecipou às mudanças de hábitos da sociedade, com a expansão do fluxo de informação via internet. Em maio de 2003 lançou sua primeira versão online. Referência no ambiente web, O Pantaneiro se faz presente nas principais redes sociais, com produção diária de vídeos ao vivo (Lives) pelo Facebook, com alcance instantâneo de milhares de usuários em tempo real.
Edições
Hoje, o jornal O Pantaneiro conta com uma estrutura moderna, com redação consolidada – computadores, equipamentos de foto e filmagem digitais e impressoras para as edições impressas do jornal.
Semanalmente, são veiculados três cadernos, sendo a capa do primeiro caderno totalmente colorida. O jornal aquidauanense de maior credibilidade da região é um dos únicos semanários do estado que vendem seus exemplares a R$ 2,00 e conta com equipe de profissionais e jornalistas experientes, prontos para dar a notícia em primeira mão.
Mesmo durante as fases críticas de sua história, em meio a posicionamentos contrários ou tentativas de censura, o jornal O Pantaneiro chega em 2018 sendo o que ele é: o melhor e o mais lido veículo de comunicação de Aquidauana e região.
Eleições 2026
Candidata a deputada federal pelo PSDB destacou demandas de Bela Vista; saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento estão entre as prioridades
Educação
Atividade reuniu estudantes em uma experiência de valorização dos costumes e saberes regionais; proposta aproximou educação, cultura e comunidade dentro da escola
Voltar ao topo