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Dia dos Pais

De coração, por adoção ou de primeira viagem: destacamos o amor paternal

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Com a vacinação de todas as pessoas com mais de 18 anos em Aquidauana, podemos finalmente crer que as coisas vão melhorar, mas nunca serão iguais. Neste domingo (8), O Pantaneiro termina os especiais de Dia dos Pais desejando um enorme abraço e conforto aos filhos e filhas que, por conta do Covid-19, não podem celebrar a data com alegria.

De forma tão rápida e sem despedidas, a realidade e estrutura de muitas famílias se abalaram. Foram filhos dando adeus aos pais, pais se despedindo prematuramente dos filhos, assim como mães, avós, tios e tias, padrinhos e amigos.

Em um dos áudios enviados por Kevelyn Ferraz, que perdeu o pai caminhoneiro para o vírus, ela falou algo que reflete exatamente esse momento: “nada será como antes! Perdemos pessoas e o lugar delas nunca será substituído. Esse será o primeiro Dia dos Pais sem ele e será assim para o resto da vida”.

Kevelyn e o pai José Roberto

Mas tem também as famílias que tiveram os seus lares preenchidos de esperança, que trouxeram um novo sorriso ao mundo para motivar e alegrar a todos, em um momento tão cinza. É o caso do Bruno Girotto, pai do pequeno Davi, que nasceu em outubro do ano passado.

“Ser pai é maravilhoso, apesar desse momento difícil quando estou em casa com minha esposa e filho acabo esquecendo dos problemas lá fora. Procuro não levar isso pra casa”, declarou.

Tem também os pais de coração, que dedicaram todo o seu amor e carinho a uma pessoa, sem dar a menor importância a falta dos laços biológicos. “Pai sem dúvidas é aquele que está ali, do seu lado, em todos os momentos da vida”, concluiu Aline Oliveira, filha do Betinho do Bar.

Aline Oliveira, filha do Betinho do Bar.

Destacamos também as famílias que precisaram enfrentar um processo jurídico para conseguir ouvir uma criança o chamando de pai, como Alessandro e Wenner, pais do Antônio.

“Ele está em casa, prestes a fazer 8 anos. Já ultrapassamos muitas barreiras, desde o batizado, as reuniões escolares, a inclusão afetiva do Antônio na família e etc. O único medo que ainda temos é que ele sofra preconceito por ter dois pais. Preconceito fora da família, porque dentro da família nunca houve isso. Ele vive em um ambiente de muito amor”, diz Alessandro.

Antônio no colo do Padre Thiago, no dia o batismo. Alessandro está ao lado esquerdo e Wenner do lado direito, acompanhados pela família Antônio no colo do Padre Thiago, no dia o batismo. Alessandro está ao lado esquerdo e Wenner do lado direito, acompanhados pela família

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