Pandemia
Família de Katiuce não fez velório, pois afirmação era de que ela tinha morrido de Covid-19
A família de Katiuce de Almeida Ortega, de 41 anos, não pôde fazer o velório para se despedir. A princípio, a causa da morte teria sido por Covid-19, por ela ter tido sintomas respiratórios e ter sido internada em Aquidauana e depois encaminhada ao hospital El Kadri, em Campo Grande.
Na verdade, Katiuce morreu vítima de diabetes, quando o atestado de óbito ficou pronto, dois dias depois. A mãe, a comerciante no distrito de Camisão, Maria Lurdineia Ribeiro de Almeida, mais conhecida como Lu, disse ao Pantaneiro ter sido horrível não poder se despedir da filha.
Segundo a comerciante, a funerária não permitiu o velório, nem que o caixão fosse aberto. “A minha filha ficou internada 10 dias e não consegui nem dar um beijo de despedida nela”.
O enterro de Katiuce aconteceu no dia 24 de janeiro e a família conseguiu o atestado de óbito dois dias depois. “Um amigo se ofereceu para pegar o atestado, só aí descobrimos que tinha sido diabetes. A funerária afirmou que a morte tinha sido por Covid-19, por isso não pode ter velório”.
Ainda abalada pela morte da filha, a comerciante descreveu o sentimento. “Só fiz o cortejo, não pude ver minha filha, me despedir. Foi horrível”. Katiuce tinha comorbidades como diabetes e apresentou sintomas gripais no dia 21 de janeiro, quando foi internada e precisou ser transferida para Campo Grande. Parte da família de Katiuscia mora em Camisão e ela deixa uma filha de 17 anos.
De acordo com a funerária, a Certidão de Óbito recebida foi de Covid-19 e por isso, tem protocolo a cumprir e se outro laudo sair com o atestado de óbito, a funerária precisa seguir a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde). Os protocolos de biossegurança não permitem velório e duas horas para fazer o enterro.
*Matéria alterada às 15h41 de 16 de fevereiro, para acréscimo de informação.
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