INVESTIGAÇÃO
O Pantaneiro entrevistou o comandante da PMA e a Diretora do CPAQ que explicaram o caso
Um vídeo que circula nas redes sociais neste fim de semana levantou suspeitas sobre a possível presença de uma onça no Campus II da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Aquidauana. As imagens rapidamente se espalharam entre moradores e membros da comunidade acadêmica, gerando apreensão, especialmente na região do Bairro Serraria.
Na manhã desta segunda-feira (13), a equipe de reportagem de O Pantaneiro ouviu o comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA), Cícero Fabrini, e a diretora-geral do campus, Ana Graziele Toledo, para esclarecer a situação.
De acordo com Fabrini, ainda não há confirmação de que o animal seja uma onça. “Pelas características observadas, trata-se de um felino de pequeno porte, podendo ser uma jaguatirica”, explicou o comandante, ressaltando que a análise ainda é preliminar.

Já a diretora-geral do campus, Ana Graziele Toledo, buscou tranquilizar estudantes, servidores e moradores da região. Segundo ela, até o momento não há confirmação oficial da presença de qualquer animal silvestre no local. “O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes, e pedimos cautela à população quanto à divulgação de informações não verificadas”, afirmou.
Outro ponto levantado pela direção do campus diz respeito à autenticidade do vídeo. As imagens que circulam foram gravadas a partir da tela de um computador, o que dificulta a verificação de sua origem. Não está descartada, inclusive, a possibilidade de manipulação por meio de inteligência artificial.
Ana Graziele também esclareceu que as imagens não foram captadas em Aquidauana. Segundo ela, as câmeras de segurança do campus têm seus registros armazenados em uma central localizada na reitoria da universidade, o que reforça as dúvidas sobre a procedência do material.

A situação gerou preocupação entre moradores, especialmente do Bairro Serraria, onde está localizado o Campus II da UFMS. A unidade ocupa uma ampla área e fica próxima a locais de grande circulação, como o Poliesportivo, a Escola Erso Gomes, SAMU e ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), Valdemir Brites.
As autoridades seguem apurando o caso, enquanto a recomendação é para que a população evite compartilhar informações não confirmadas e aguarde posicionamentos oficiais.

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