Política
Devido à inflação dos alimentos, o governo federal estima que deixará de distribuir neste ano cerca de 500 mil cestas básicas às famílias consideradas em "situação de insegurança alimentar", revela reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Sem-terra, quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, entre outros, estão na lista de pessoas que podem ficar sem receber a cesta básica. A maioria deles está em acampamentos, debaixo de barracos de lona e fora do Bolsa Família --principal programa de transferência de renda do governo federal.
No ano passado, o governo distribuiu a essas famílias 2 milhões de cestas. Para este ano, por conta da alta do preço dos alimentos, a estimativa do governo é de 1,5 milhão de cestas.
Leia a matéria completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
Cesta básica
O custo da cesta básica subiu nas 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no primeiro semestre de 2008.
Os maiores aumentos foram apurados em Recife (29,24%), Natal (25,91%) e João Pessoa (25,37%). As menores altas acumuladas ocorreram em Aracaju (12,03%), Goiânia (11,83%) e Belém (10,47%).
Cada cesta possui oito itens e pesa 22 quilos. Segundo a pesquisa do Dieese, a maior parte dos itens que compõem a cesta básica continuou, em junho, a apresentar altas significativas na maioria das capitais. O arroz foi o destaque, com aumento nas 16 cidades pesquisadas.
O preço da carne subiu em 15 capitais. O feijão, cujo preço apresentou queda em 14 cidades em maio, inverteu essa tendência em junho e sofreu forte elevação em 14 capitais. Já o pão teve aumento de preço em dez cidades.
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