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Política

ALEMS promove audiência pública para debater queimadas no Pantanal

Evento ocorrerá no dia 30 de setembro, às 15 horas

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A ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) promoverá, no próximo dia 30, audiência pública para debater ações efetivas de combate e responsabilização pelos incêndios que devastam a região pantaneira. O evento será realizado por videoconferência, com participação de representantes de diversas entidades.

O fogo já destruiu 85% do Parque Estadual Encontro das Águas e a quantidade de focos já é a maior da história. A discussão será comandada pela Comissão Permanente de Meio Ambiente, por provocação do presidente da Casa de Leis, deputado Paulo Corrêa (PSDB), a partir das 15 horas.

“Esta Casa de leis não se furta ao seu papel de proteger não apenas o cidadão e cidadã sul-mato-grossense, mas também nosso território como um todo. Punir de maneira mais enérgica os responsáveis pelos incêndios que estão devastando nosso mais importante bioma é fundamental para evitar mais queimadas como essas”, afirmou Corrêa.

Pantanal em chamas: Com 15.756 focos até o momento, situação deste ano já é a pior da história

Maior planície inundável do mundo e com área total de 250 mil quilômetros quadrados, o bioma do Pantanal enfrenta a pior situação de queimadas da história recente. Em pelo menos duas décadas, as chamas nunca foram tão intensas. De janeiro ao dia 16 de setembro deste ano, foram contabilizados 15.756 focos de calor (ou de queima) no Pantanal, de acordo com monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mesmo faltando três meses e meio (duas semanas de setembro, outubro, novembro e dezembro), os números de 2020 já são os maiores de toda série histórica do Inpe, iniciada em 1998. Com isso, o fogo já consumiu 2,3 milhões de hectares do Pantanal.

Na comparação com o ano passado, também com quantidade de focos (10.025) relativamente elevada, a alta de 2020 é de 57,18%. A série histórica do Inpe mostra que os piores anos foram 2002 (12.486), 2005 (12.536), 2019 e 2020. Depois da grande ocorrência de focos em 2005, o Pantanal ficou 13 anos (até 2018) com quantidade abaixo da linha dos 10 mil. A situação se agravou em 2019. A intensificação da gravidade do problema fica mais clara se comparados os números dos dois últimos biênios: 2017 e 2018 somaram 7.464; 2019 e 2020, 25.781 focos. O aumento foi de 145% ou de duas vezes e meia.

O Inpe explica que não há relação direta entre foco de calor e queimadas. “Um foco indica a existência de fogo em um elemento de resolução da imagem (píxel)”, afirma e acrescenta que em um “píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas que a indicação será de um único foco”. Assim, esse indicador não deve ser considerado medida absoluta da ocorrência de fogo, “que certamente é maior do que a indicada pelos focos”, informa o instituto.

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