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Política

Jun fala em prescrição e espera que justiça rejeite ação do MP Eleitoral

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Alvo de pedido de impugnação protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), o ex-prefeito de Bodoquena, Jun It Hada (MDB) acredita que sua candidatura para um novo mandato não terá empecilhos no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral).

Em nota enviada à reportagem do O Pantaneiro, ele afirma que sua defesa já trabalha em recurso para contestar as alegações da promotora eleitoral Cinthia Giselle Gonçalves Latorraca, da 15ª Zona Eleitoral, que pediu o indeferimento de seu registro de candidatura, argumentando que ele estaria inelegível.

Ao contestar o registro de candidatura do emedebista, a promotora citou dois prováveis impedimentos, que tornariam o médico inelegível por oito anos, entre eles uma condenação criminal por realização de duas perícias falsas.

Segundo lembra o MPE, Jun atestou morte natural quando haveriam evidências de um provável homicídio. Na outra, atestou que um detento havia sofrido lesão corporal, mas em nova perícia, realizada no mesmo dia, não foram encontradas lesões.

Além da condenação criminal a dois anos de reclusão e 20 dias-multa, o ex-prefeito teve as contas rejeitadas pela Câmara Municipal de Bodoquena, referente ao exercício de 2013.

“Das irregularidades apontadas e do inteiro teor das decisões listadas, observa-se que o impugnado, na qualidade de gestor, cometeu faltas graves e que, em tese, configuram ato doloso de improbidade administrativa”, cita a promotora, que completa “logo, verificada a rejeição das contas pelo TCE por fatos configuradores de ato doloso de improbidade administrativa e, ausente qualquer notícia de provimento judicial que tenha suspendido ou desconstituído as referidas decisões, há de ser reconhecida a inelegibilidade por 8 anos”.

Jun disputa o comando da cidade pela coligação “Bodoquena acima de tudo”, formada por MDB, PTB e PSL, e afirma que a ação eleitoral já era esperada. Em relação às contas rejeitadas pelos vereadores, diz que “estamos com um efeito suspensivo que anula todo processo da Câmara Municipal”.

O emedebista credita a condenação criminal a “sacanagem de uma autoridade”, sem especificar quem seria essa autoridade em questão, e destaca que, de qualquer maneira, já teria prescrito e seria anterior a Lei da Ficha Limpa. “Acredito que nós vamos obter êxito na nossa defesa”, finaliza.

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