Parlamentar
Número de diagnósticos de meninos continua 4 vezes maior que o de meninas
No mês que sucede o abril azul, que debate assuntos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista, o Presidente da Comissão Permanente de Saúde, deputado estadual Antonio Vaz (Republicanos), tem apresentado ao longo do seu mandato leis que beneficiarão a luta pela qualidade de vida, de quem possui a síndrome de TEA.
Novos números estatísticos publicados no dia 26 de março de 2020 pelo CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção do governo dos EUA), mostram uma prevalência de 1 autista para cada 54 crianças de 8 anos, em 11 estados, de acordo com pesquisa feita frequentemente e atualizada a cada dois anos no país. Os dados divulgados são referentes a 2016, sempre de 4 anos atrás. O número de diagnósticos de meninos continua 4 vezes maior que o de meninas.
O aumento representa um acréscimo de 10% no número anterior, de 2014, que era de 1 para 59. O maior destaque do estudo, porém, foi o autismo estar presente em todos os grupos raciais, étnicos e socioeconômicos. Conforme a Organização Mundial da Saúde cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista, dois milhões apenas no Brasil.
“Diante desse fato, é importante criarmos leis que beneficiarão famílias no enfrentamento de filas por vagas com profissionais da saúde que ajudam no tratamento de quem possui autismo. Precisamos expandir e criarmos espaços que darão o suporte necessário para ongs e projetos que auxiliam na luta pela inclusão dos TEA” explicou Vaz.
“Precisamos frisar que o autismo não é uma doença, mas sim uma condição neurológica comportamental. É fundamental que nossa sociedade possa entender que essa condição está ligado no desenvolvimento de quem possui a síndrome. Precisamos ter uma atenção especial, identificando a qualidade que cada indivíduo pode ter, sem nunca nos esquecermos que o amor e a empatia serão ingredientes fundamentais para lidar com o diferente, pois ser diferente é ser normal,” concluiu o parlamentar.
Conforme o Presidente da Comissão de Saúde Antonio Vaz, as pessoas com TEA muitas vezes sofrem estigmatização e discriminação, em particular a privação injusta da saúde, educação e oportunidades para participar ativamente de suas comunidades. "O desenvolvimento de um autista é como a construção de uma casa. Até subir a primeira parede, tem muito trabalho a ser feito, é importante ressaltarmos que a qualidade de vida do autista adulto está diretamente relacionada à sua maior independência, que deve ser estimulada desde cedo. Também o desenvolvimento dessa autonomia é favorecido quando quando se é criado políticas públicas e um trabalho governamental que estimule quem tem TEA" indagou Vaz.
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