Política
Candidato do concurso da PM morreu apos passar mal durante exercícios na quinta-feira, 3
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) protocolou um Projeto de Lei que pede a proibição do TAF (Teste de Aptidão Física) de concursos públicos em horários mais quentes, entre 10h e 16h. O pedido seria uma política a ser adotada após a morte de um candidato da seleção da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul que morreu após passar mal durante exercícios, na quinta-feira, 3, em Campo Grande.
“Não é o primeiro caso e precisamos com urgência criar formas rigorosas para prevenir que isso ocorra durante os testes físicos sendo uma delas, adequar o horário para que o TAF não seja feito no período de sol intenso e a outra, garantir a presença de equipe médica equipada no local da prova. É importante que os cuidados com a Saúde também estejam no edital. O projeto prevê também que seja disponibilizada água caso não haja água potável no local da prova e a banca deverá disponibilizar informações e orientações pertinentes à realização da prova física, como questões de hidratação, alimentação e vestimenta adequados”, disse Kemp.
Conforme o site Campo Grande News, Arthur Matheus Martins Rosa não resistiu após passar mal na prova. Ele chegou a ser socorrido com desidratação, após ficar sete horas sem ingerir líquido. Outra candidata também sofreu complicações diante do calor de quase 40°C e umidade de 10 a 35% na Capital.
Teste de risco à vida
Segundo especialistas do portal Aprova TAF, treinamentos em horários quentes e esforço físico podem causar graves sequelas. "Quanto a temperatura do ambiente estiver quente e Umidade Relativa do Ar (URA) estiver alta, maior será a temperatura interna do organismo durante a prática de exercício", cita um trecho de alerta preparativo.
O portal informa que durante a realização de exercícios, a taxa de produção de calor do corpo é aumentada de 5 a 20 vezes, dependendo da intensidade do exercício. Como 2/3 da energia utilizada no trabalho muscular é perdida sob a forma de calor, isto resulta numa corrente contínua de calor que flui do interior do organismo para a pele para trocar calor com o meio ambiente, por condução, convecção e principalmente pelo suor.
"Como consequência, a temperatura interna do corpo pode atingir níveis perigosos (> 40ºC). Além disso, substancial perda de líquidos ocasiona a desidratação intensa (perda maior do que 3% do peso corporal) induzida pelo exercício causando uma hipertonicidade dos fluidos do corpo e prejudicando o fluxo de sangue para a pele, já que pode ocorrer uma grande perda de líquido corporal por meio do suor, que não se evapora devido à alta umidade. Observando estes fatores, percebe-se que o aumento da temperatura corporal e desidratação representa um risco potencial para o desenvolvimento de desordens relacionadas ao sistema termorregulador, podendo, inclusive, ameaçar a vida, como cãibras, exaustão e intermação e a morte".
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