Saúde
No Brasil, os números de internações pela infecção cresceram 180%
Levantamento do Ministério da Saúde apontam que dentre os atendimentos ambulatoriais realizados pelo SUS (Sistema único de Saúde) no período que engloba os anos de 2019 a 2022, incluindo procedimentos clínicos, exames diagnósticos, ações de prevenção e procedimentos cirúrgicos, foram realizados em todo território nacional, 657 mil atendimentos. Do total, 23% foram registrados em Mato Grosso do Sul, 19% no Distrito Federal, 17% em todo o Estado de São Paulo e 11% em Goiás.
Segundo dados oficiais e atualizados no Boletim Epidemiológico para Dengue, do Estado do Mato Grosso do Sul até a data da publicação dessa matéria, os números apresentados estavam em 12.993 casos confirmados. Havia, ainda 26.483 casos prováveis, seis óbitos sob investigação e 16 mortes atribuídos à infecção.
Em matéria referente ao assunto publicada aqui no site O Pantaneiro no dia 3 de abril, o Boletim Epidemiológico da Dengue apontava que Mato Grosso do Sul apresentava até aquele momento, um total de 7.988 casos confirmados e sete óbitos.
Ainda segundo o boletim, cidade de Aquidauana está na posição 48, com 220 casos prováveis de num total de 79 municípios, onde o primeiro desse ranking está o município de Antônio João, com 456 casos prováveis e o último, Iguatemi, com cinco casos prováveis indica o documento.
O levantamento sinaliza, ainda, que a cidade de Aquidauana está citada no mapa do de regiões com risco para a infecção, em cor vermelha, o que expressa alta incidência, juntamente com a cidade vizinha de Anastácio.
Entre os 27 Estados da Federação, Mato Grosso do Sul aparece na 10ª posição. Segundo o Ministério da Saúde, a região com maior incidência de dengue é a Centro-Oeste, com 254,3 casos por 100 mil habitantes.
Apesar das sucessivas campanhas que são reforçadas há anos, os números de dengue no Brasil têm aumentado e, segundo um recente levantamento da instituição sobre a infecção, no primeiro trimestre de 2023, foram notificados 242.886 casos prováveis de dengue no País. De acordo com o Ministério, esse número representa aumento de 47,7% de casos, se comparado ao mesmo trimestre do ano passado.
Diante dos números registrados, algumas localidades declararam surto devido à grande proliferação do vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Para especialistas no assunto, o período de tempestades que tomaram o território nacional nos três primeiros meses desse ano, pode ter sido um fator que contribuiu para esse aumento, devido ao acúmulo de água em recipientes não fiscalizados.
Dados da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) reforçam as estatísticas apresentadas pelo Ministério da Saúde. A entidade informou que a quantidade de exames positivos aumentou em 221% desde a primeira semana epidemiológica de 2023.
As internações por dengue têm aumentado
Esses dados já vêm sendo observados principalmente pelo crescimento no número de internações decorrentes por complicações pela infecção. O comparativo feito pelo ministério no Brasil, revela que no país, nos últimos dois anos teve um crescimento de 180% no número de pacientes que necessitaram de atendimento especializado saltando de 15.047 internações em 2021para um total de 42.184 em 2022. Os casos mais graves da doença com presença de febre hemorrágica aumentaram em 143,6% no mesmo período.
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