Saúde
Moradora está entre os cinco casos suspeitos de MS
Uma moradora de Aquidauana, de 61 anos, está entre os cinco casos suspeitos em investigação de febre maculosa brasileira no Estado do Mato Grosso do Sul, onde a SES (Secretaria de Estado de Saúde), está investigando cinco pacientes suspeitos da doença. As autoridades de saúde de Aquidauana, em especial, estão atentas aos riscos, trabalhando a partir do caso em que essa moradora da cidade está entre os investigados pelo SES. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Camila Mayer Mirowski, explica os procedimentos adotados.
“Diante da suspeita da doença, fomos avisados imediatamente pela equipe da unidade de saúde responsável da paciente. Diante disso, avisamos o caso ao estado, e desde então a paciente tem recebido acompanhamento diário, da equipe médica e de vigilância. A paciente encontra-se estável, sem sinais e sintomas graves, com melhora gradual, e sendo medicada”.
Quanto às desinformações que se propagam em boatos, às vezes, sobre uma determinada doença, é bom esclarecer que, se um mosquito pica uma capivara e pica uma pessoa, não há a possibilidade desse mosquito transmitir a doença.
Sobre formas de se prevenir quando uma pessoa for transitar em locais onde o risco da presença do carrapato for maior, como áreas rurais, por exemplo, a coordenadora apresenta algumas formas de se criar barreiras físicas.
“Havendo necessidade de frequentar os locais de risco, adotar o uso de barreiras físicas, incluindo: roupas claras e com mangas compridas, facilitando a visualização de carrapatos; calças por dentro de botas, preferencialmente de cano longo e vedadas com fita adesiva de dupla-face. Além disso, é recomendável examinar o próprio corpo a cada três horas, a fim de verificar a presença de carrapatos e, caso sejam encontrados, retirá-los preferencialmente com auxílio de uma pinça, evitando esmagá-lo com as unhas, pois pode ocorrer contaminação. Tratar animais domésticos para que os mesmos não sejam hospedeiros do mesmo”.
A Coordenação Municipal de Controle de Vetores, deixa claro que em Aquidauana, não temos casos confirmados da doença, somente um caso suspeito e esclarece que a FMB (Febre Maculosa Brasileira), é uma doença sistêmica grave, com período de incubação de 2-14 dias (média 7 dias), com início súbito e agudo, razão pela qual o tratamento oportuno é determinante no prognóstico da doença. Durante os estágios iniciais, os sinais e sintomas são inespecíficos e incluem febre alta, cefaleia, mialgia, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos.
Exantema (erupção geralmente avermelhada que aparece na pele devido à dilatação dos vasos sanguíneos ou inflamação), é um importante marcador clínico da doença, que apresenta padrão maculopapular e surge inicialmente nas extremidades (punhos, tornozelos, palmas das mãos, planta dos pés), entre o 3º e 5º dia após o início da febre. O exantema progride centripidamente (com um centro bem nítido), atingindo tronco e face, assumindo padrão petequial (mancha), equimoses e sufusões hemorrágicas.
No entanto, podem ocorrer formas atípicas, com rápida evolução e manifestações graves, em que o exantema pode não estar presente e retardar a suspeita de FMB. Quando não tratada em tempo oportuno, a FMB progride para um quadro séptico, com hipotensão, choque, icterícia, insuficiência respiratória e renal aguda.
A febre maculosa é uma doença infecciosa, causada por bactérias do gênero Rickettsia, é transmitida por meio da picada do carrapato infectado, do gênero Amblyoma, mais conhecido como carrapato-estrela. Este tipo de carrapato infectado pode estar em animais equídeos, roedores e marsupiais (ex. gambás, cuícas e catitas) que vivem em áreas rurais ou urbanas.
A Secretaria de Saúde em documento emitido para esclarecimento à população, informa que a doença pode acometer qualquer pessoa de qualquer idade desde que fique exposta ao carrapato contaminado, no entanto, a população economicamente ativa (20 a 49 anos) é a mais atingida, principalmente homens, com relato de exposição a carrapatos e a animais silvestres, estão mais vulneráveis a contaminação da doença. O alerta também vale para animais domésticos que frequentaram ambientes de matas, rios ou cachoeiras e que, infelizmente, não estão livres do hospedeiro. A pasta lembra ainda que O último caso registrado no Estado, MS, foi em 2018.
O período de incubação da doença, ou seja, período da infecção até manifestação dos primeiros sintomas, é de 2 a 14 dias, mas pode variar de acordo com cada pessoa. Embora qualquer carrapato possa ser reservatório da doença, os pertencentes ao gênero Amblyomma, tais como A. sculptum (A. cajennense), A. aureolatum e A. ovale são, potencialmente, os principais vetores da Febre Maculosa brasileira (FMB). Sendo um carrapato visível a olho humano, e a prevenção principal é a de evitar locais com a incidência do vetor, e tratar os animais domésticos para que os mesmos não sejam hospedeiros. Os sintomas iniciais da febre maculosa são semelhantes aos de outras infecções e requerem assistência médica imediata.
PROTEÇÃO ANIMAL
Ação deverá atender cães e gatos de moradores e protetores independentes do distrito
ELEIÇÕES 2026
Número de eleitores fora do país cresceu 358% desde 2010
Voltar ao topo